Conheça a biografia dos finalistas da décima edição

Nesta sexta-feira, 1 de setembro, o Prêmio São Paulo de Literatura anunciou os finalistas da décima edição.  São 20 obras selecionadas e a premiação, destinada a romances publicados em 2016, oferece, no total, R$ 400 mil aos vencedores. Confira a biografia dos autores —>

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO

 

Bernardo Carvalho_Simpatia pelo Demônio

Bernardo Carvalho – Simpatia pelo demônio (Companhia das Letras)

Nasceu no Rio de Janeiro, em 1960. Estreou com Aberração (1993) e desde então tem se destacado como um dos mais importantes ficcionistas contemporâneos brasileiros, traduzido para diversos idiomas. Foi editor do suplemento de ensaios Folhetim e correspondente da Folha de S. Paulo em Paris e Nova York. Sua obra Mongólia ganhou o Prêmio Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) 2003, bem como o Jabuti 2004, ambos na categoria romance. Em 2003, dividiu com Dalton Trevisan, o Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira, com o romance Nove Noites. Foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2008, com O sol se põe em São Paulo; em 2010, por O filho da mãe, e em 2014, por Reprodução.

 

Flávio Izhaki – Tentativas de capturar o ar (Rocco)

Nasceu no Rio de Janeiro em 1979. É autor dos romances De cabeça baixa (2008) e Amanhã não tem ninguém (2013), eleito pelos jornais O Globo e Estado de S. Paulo como um dos melhores romances brasileiros do ano e semifinalista do Prêmio Portugal Telecom em 2014. Como contista, já participou de oito antologias, entre elas Prosas cariocas (2004), Primos: histórias da herança árabe e judaica (2010) e Wir sind bereit (2013), lançada em alemão por ocasião da Feira de Frankfurt.

 

Javier Arancibia Contreras – Soy loco por ti, América (Companhia das Letras)

O autor nasceu em 1976 em Salvador, após sua família migrar do Chile durante o período de ditadura militar e viveu a adolescência em Santos. Foi repórter policial, trabalhou como livreiro e escreveu roteiros de cinema. Estreou com o livro-reportagem Plínio Marcos: A crônica dos que não têm voz, publicado em 2002, em parceria com Fred Maia e Vinicius Pinheiro. Na sequência, lançou Imóbile, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura de 2009. Seu segundo romance, O dia em que eu deveria ter morrido, foi contemplado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) e publicado em 2010. Em 2012, foi escolhido pela revista Granta como um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. Soy loco por ti, América, lançado em 2016, fala da ferocidade histórica da América Latina, um romance que mescla a tragédia pessoal e a comédia política.

 

José Luiz Passos – O marechal de costas (Alfaguara)

José Luiz Passos nasceu em Catende, Pernambuco, em 1971. Formado em sociologia, doutorou-se em letras pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA). Lecionou na Universidade de Berkeley por nove anos e dirigiu o Centro de Estudos Brasileiros da UCLA, onde é professor titular de literaturas brasileira e portuguesa. É autor dos ensaios Ruínas de linhas puras (1998) e Machado de Assis, o romance com pessoas (2007). Publicou em 2009 seu primeiro romance, Nosso grão mais fino, selecionado para o prêmio Zaffari & Bourbon de Literatura. Com Sonâmbulo amador foi o vencedor na categoria romance do 2º Prêmio Brasília de Literatura em 2013 e finalista do Prêmio São Paulo de Literatura no mesmo ano. É autor de teatro e de contos publicados no Brasil e no exterior.

 

Maria Valéria Rezende – Outros cantos (Alfaguara)

Maria Valéria Rezende nasceu em 1942, em Santos, onde morou até os 18 anos. Em 1965 entrou para a Congregação de Nossa Senhora Cônegas de Santo Agostinho. Sempre se dedicou à educação popular, nas regiões de periferia e no meio rural. Desde 1986, mora em João Pessoa. Estreou na ficção em 2001, com a coletânea de contos Vasto mundo. Depois, dedicou-se a literatura infantojuvenil, escrevendo diversos títulos. Em 2005, publicou o elogiado romance O voo da guará vermelha e um ano depois, o livro de contos Modo de apanhar pássaros à mão. Em 2015, ganhou o prêmio Jabuti com o romance Quarenta dias. Seu mais recente lançamento, Outros cantos, foi vencedor da 58ª edição do Prêmio Casa de las Américas na categoria Literatura Brasileira em 2017.

 

Michel Laub – O tribunal da quinta-feira (Companhia das Letras)

Nasceu em Porto Alegre, em 1973, e vive em São Paulo. Escritor e jornalista, publicou sete romances. Entre eles estão Diário da queda (2011), que teve direitos vendidos para o cinema. Seus livros saíram em 13 países e 10 idiomas. Recebeu os prêmios JQ – Wingate (Inglaterra, 2015), Transfuge (França, 2014), Jabuti (segundo lugar, 2014) e outras distinções literárias no Brasil. Também foi finalista do Dublin International Literary Award (Irlanda, 2016) e do Prêmio São Paulo de Literatura em 2012, por Diário da queda, e em 2014, por A maçã envenenada.

 

Miguel Sanches Neto – A bíblia do Che (Companhia das Letras)

Nasceu em 1965, em Bela Vista do Paraíso, no norte do Paraná. Em 1969, mudou-se para Peabiru, onde passou a infância. Doutor em letras pela Unicamp, é autor de romances como Chove sobre minha infância (2000), Um amor anarquista (2005) e A primeira mulher (2008), e do livro de contos Hóspede secreto, com o qual recebeu o Prêmio Cruz e Sousa em 2002. Venceu também o prêmio Binacional das Artes e da Cultura Brasil-Argentina em 2005. Foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com o Chá das cinco com o vampiro, em 2011 e A máquina de madeira, em 2013. Mora em Ponta Grossa, Paraná, onde é professor universitário.

 

Ricardo Lísias – A vista particular (Alfaguara)

Ricardo Lísias nasceu em 1975, em São Paulo. Paulistano, estreou na literatura em 1999, com o romance Cobertor de estrelas, que escreveu enquanto cursava Letras na Unicamp. Em 2007, lançou Duas praças, obra vencedora do Prêmio Portugal Telecom. Foi finalista do Prêmio Jabuti em 2008 com Anna O. e outras novelas. Em 2010, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com O livro dos mandarins, e em 2013, com o Céu dos suicidas. Este romance foi vencedor do prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Publicou também Divórcio (2013), Concentração e outros contos (2015), Inquérito policial (2016) e Diário da cadeia (2017). Seus livros estão traduzidos para o inglês, francês, espanhol, galego, alemão, japonês e hebraico. É doutor em Teoria e Crítica Literária pela USP.

Silviano Santiago – Machado (Companhia das Letras)

Silviano Santiago nasceu em Formiga, Minas Gerais, em 1936, e mora no Rio de Janeiro. É escritor, crítico literário e professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua vasta obra inclui romances, contos, ensaios literários e culturais. Entre os livros de ficção destacam-se: Em liberdade (1981), que ganhou o prêmio Jabuti de romance, Stella Manhattan (1985), e Heranças (2008), que ganhou o prêmio Academia Brasileira de Letras de melhor romance. Recebeu o prêmio para conjunto de obra, concedido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, o prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras, e, em 2014, o prestigioso prêmio ibero-americano de literatura José Donoso, concedido pelo Chile. Silviano Santiago foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2009, com Heranças, e em 2015 com Mil rosas roubadas, obra vencedora do prêmio Oceanos de 2015.

 

Victor Heringer – O amor dos homens avulsos (Companhia das Letras)

Victor Heringer nasceu em 1988 na capital fluminense. É prosador, poeta e ensaísta e escreve uma coluna quinzenal na Revista Pessoa chamada Milímetros. Em 2012, publicou seu primeiro romance, Glória, com o qual ganhou o prêmio Jabuti em 2013. Lançou também a coletânea de poemas Automatógrafo (2011), o livro de contos Lígia (2014) e a plaquete de fotos O escritor Victor Heringer (2015).

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO – AUTOR ESTREANTE COM MAIS DE 40 ANOS

 

Antonio Cestaro – Arco de virar réu (Tordesilhas | Alaúde)

Nasceu em 1965, em Maringá, no Paraná. É editor, fundador do selo Tordesilhas, dedicado a literatura. Em 2012, estreou como escritor com a coletânea de crônicas Uma porta para um quarto escuro, que ganhou o prêmio Jabuti na categoria Projeto Gráfico. Em 2013, publicou seu segundo livro de crônicas, As artimanhas do Napoleão e outras batalhas cotidianas. Arco de virar réu é seu primeiro romance.

 

Franklin Carvalho – Céus e terra (Record)

O baiano Franklin Carvalho se formou em jornalismo e enveredou pela carreira acadêmica. Céus e terra foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura de 2016 na categoria Romance e é resultado de suas pesquisas sobre a morte para o mestrado em antropologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Seus outros dois livros, Câmara e cadeia e O encourado, ambos lançados em 2009, apresentam temas como apocalipse e vampiros.

 

Martha Batalha – A vida invisível de Eurídice Gusmão (Companhia das Letras)

Nasceu em Recife em 1973, mas cresceu no Rio de Janeiro. Formou-se em jornalismo e fez mestrado em literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Trabalhou nos jornais O Dia, O Globo e Extra e criou a editora Desiderata, hoje parte da Ediouro. Mudou-se para Nova York em 2008, onde completou o mestrado em Publishing da New York University e recebeu a maior distinção do curso, a Oscar Dystel Fellowship. Deixou o mercado editorial americano para se tornar escritora. Seu livro de estreia já teve os direitos vendidos para o cinema e para mais de dez editoras estrangeiras.

 

Priscila Gontijo – Peixe cego (7 Letras)

Nasceu no Rio de Janeiro, é pesquisadora, dramaturga, roteirista e artista-orientadora. É formada em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Integrou o Centro de Pesquisa Teatral (CPT), de Antunes Filho, onde atuou em montagens como Medéia, de Eurípedes e Policarpo Quaresma, de Lima Barreto. É também fundadora da Companhia da Mentira, onde encenou textos próprios, como Soslaio, que ganhou o Prêmio Myriam Muniz da Funarte em 2007, Os visitantes, vencedora do Fundo de Apoio ao Teatro do Rio de Janeiro (FATE) em 2009, e Antes do sono, em cartaz em 2010. Escreveu os roteiros do telefilme Irina e da série Entre o céu e a terra. Seu primeiro romance, Peixe cego, foi um dos finalistas do Prêmio Sesc de Literatura de 2016.

 

Tina Correia – Essa menina: De Paris a Paripiranga (Alfaguara)

Nasceu em Aracaju e mora no Rio de Janeiro. É formada em letras e em jornalismo, com mestrado em literatura brasileira. Durante muitos anos, lecionou na rede de ensino do município do Rio de Janeiro.

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO – AUTOR ESTREANTE COM ATÉ 40 ANOS

 

Alexandre Marques Rodrigues – Entropia (Record)

Alexandre Marques Rodrigues nasceu em 1979, em Santos. É formado em psicologia pela Universidade Católica de Santos. Parafilias, livro de estreia, foi vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2014 na categoria Contos, e finalista do Jabuti. Em 2016, lançou seu primeiro romance, Entropia.

 

André Timm – Modos inacabados de morrer (Oito e Meio)

O escritor é natural de Porto Alegre e atualmente mora em Chapecó. Formado em Letras e tem especialização em literaturas do Cone Sul pela Universidade Federal da Fronteira Sul. Atua como escritor e redator publicitário. Obteve menção honrosa no Prêmio Sesc de Literatura com Insônia, seu livro de estreia publicado em 2011. Em 2015, foi finalista do Concurso Brasil em Prosa, da Amazon, com o conto Sonífera Ilha. Modos Inacabados de Morrer, seu primeiro romance, foi vencedor da Maratona Literária da editora Oito e Meio.

 

Maurício de Almeida – A instrução da noite (Rocco)

O escritor nasceu em Campinas em 1982. É formado em antropologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Venceu o Prêmio Sesc de Literatura em 2007 na categoria contos com o livro Beijando Dentes (2008). Participou das coletâneas Como se não houvesse amanhã (2010) e O livro branco (2012) e tem contos publicados em diversas revistas e jornais, além de traduções para o espanhol na Machado de Assis Magazine e para o inglês no Contemporary Brazilian Short Stories.

 

Raul Ruas – Em torno dos 26 anos: Quando predominam tons tristes, vaidosos e politicamente incorretos (7 Letras)

Em torno dos 26 anos… traz humor, ironia e ritmo, em que o escritor procura um formato entre a memória, a crônica e a poesia, com um texto direto e cortante. O autor também assina o romance Meia vida, publicado em 2016.

 

Robson Viturino – Do outro lado do rio (Nós)

Nasceu em São Paulo, em 1979, e passou a infância e a adolescência no interior paulista. Em 2001, voltou a São Paulo, cidade onde mora e trabalha desde então. É escritor e jornalista formado na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Além de prosa de ficção, publica perfis, resenhas e reportagens em diversos periódicos. Em 2012, recebeu o Grande Prêmio de Reportagem da Editora Globo por antecipar a derrocada do empresário Eike Batista. Do outro lado do rio é sua estreia na ficção.

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Saiba quem são os integrantes do Júri Final de 2017

Post atualizado em 12 de setembro de 2017.

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo publicou no dia 2 de agosto no Diário Oficial os nomes do Júri Final do Prêmio São Paulo de Literatura de 2017: Alcir Pécora, Cintia Alves, Flavio Cafiero, Leyla Perrone-Moisés e Livia Deorsola. No dia 12 de setembro, foi publicado no Diário Oficial a Resolução SC – 43, que altera um membro do Júri Final da décima edição do concurso: o escritor e editor Alonso Alvarez Lopes substitui a editora Livia Deorsola. Confira os currículos dos jurados neste link.

Leia a publicação no Diário Oficial do dia 2 de agosto de 2017.
Leia a publicação no Diário Oficial do dia 12 de setembro de 2017.

O Prêmio São Paulo de Literatura seleciona os melhores livros de ficção, escritos em língua portuguesa, originalmente editados e publicados no Brasil. Foi lançado em 2008 e integra uma série de projetos da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Autores consagrados e escritores estreantes participam do concurso, que reúne o melhor da produção literária brasileira do gênero romance.

Os jurados são críticos literários, escritores, livreiros, bibliotecários, mediadores de leitura, professores universitários e profissionais atuantes na área literária. Esta composição é fundamental para contemplar todos os segmentos que se entrelaçam no processo produtivo do livro, desde a concepção da obra literária até o seu consumo e fruição pelo público leitor.

Esta importante diferenciação conceitual está presente na sua origem, conferindo ao prêmio uma peculiaridade em relação aos concursos similares, pois amplia e diversifica o olhar crítico para melhor avaliação do conteúdo dos romances inscritos a cada edição.

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Lista definitiva dos concorrentes ao Prêmio 2017

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial deste sábado, 8 de julho, a lista final dos livros habilitados e inabilitados do Prêmio São Paulo de Literatura 2017. Confira a relação completa neste link em PDF.

Ao todo, 221 obras foram inscritas, publicadas por 98 editoras ou de forma independente, sendo 201 habilitadas e 20 inabilitadas.

Esta é a composição dos concorrentes ao Prêmio São Paulo de Literatura deste ano:

► 97 na categoria Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano;
► 55 na categoria Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos;
► 49 na categoria Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com até 40 anos.

O Prêmio São Paulo de Literatura foi lançado em 2008 e integra uma série de projetos implementados pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O concurso seleciona anualmente os melhores livros de ficção, no gênero romance, escritos em língua portuguesa, originalmente editados e publicados no Brasil.

O valor pago anualmente é o mais alto do Brasil: R$ 400 mil. Os vencedores recebem R$ 200 mil pelo prêmio Melhor Livro do Ano, R$ 100 mil pelo Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com até 40 anos e R$ 100 mil pelo Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos.

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Anunciados os integrantes do Júri Inicial de 2017

Foi divulgado pela Secretaria da Cultura os integrantes do Júri Inicial da décima edição do Prêmio São Paulo de Literatura. O anúncio foi feito no Diário Oficial no dia 23 de junho de 2017. Os jurados vão escolher os finalistas das categorias Melhor Livro do Ano, Melhor Livro do Ano – Autor Estreante para autores com até 40 anos e Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos.

Os jurados são críticos literários, escritores, livreiros, bibliotecários, mediadores de leitura, professores universitários e profissionais atuantes na área literária. Esta composição é fundamental para contemplar todos os segmentos que se entrelaçam no processo produtivo do livro, desde a concepção da obra literária até o seu consumo e fruição pelo público leitor.

O Prêmio São Paulo de Literatura foi lançado em 2008, integrando uma série de projetos implementados pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Autores consagrados e escritores estreantes participam do concurso, que reúne o melhor da produção literária brasileira do gênero romance.

Vale lembrar que o site oficial do Prêmio São Paulo de Literatura tem o histórico de curadores e jurados de todas as edições do concurso literário. Navegue um pouco mais e conheça a nossa história, acessando neste link.

Veja os nomes do Júri Inicial abaixo ou leia a publicação no Diário Oficial.

 

► Adriano Schwartz
Possui graduação em Jornalismo pela Universidade de São Paulo (USP), doutorado em Teoria Literária e Literatura Comparada pela mesma universidade e pós-doutorado pela Princeton University. É professor de literatura contemporânea na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e orientador no programa de pós-graduação em Estudos Culturais (EACH/USP). Tem experiência na área de Letras, com ênfase em teoria literária e literatura comparada, atuando principalmente nos seguintes temas: teorias da ficção, relações entre autobiografia e ficção e romance contemporâneo.

 

► Claudia Abeling
É graduada em Editoração na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em produção de textos literários pelo Instituto Superior de Educação Vera Cruz. Trabalhou em várias editoras brasileiras, sempre nos departamentos editoriais. Há alguns anos dedica-se especialmente à tradução literária. Entre os livros traduzidos do alemão, destacam-se: Fera d’alma, A raposa já era o caçador e Sempre a mesma neve, sempre o mesmo tio (finalista do prêmio Jabuti/2013, categoria tradução de obra de ficção do alemão), todos de Herta Müller, A bandeira inglesa, de Imre Kértesz, Homens em guerra, de Andreas Latzko e Ensaios sobre Brecht, de Walter Benjamin (no prelo).

 

► Hélio de Seixas Guimarães
É professor livre-docente na área de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo (USP). É pesquisador do CNPq desde 2008 e pesquisador associado da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. É editor da Machado de Assis em linha – revista eletrônica de estudos machadianos. Mestre e doutor em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), tem pós-doutoramentos na University of Manchester e na Fundação Casa de Rui Barbosa. É autor de Machado de Assis, o escritor que nos lê, Os leitores de Machado de Assis – o romance machadiano e o público de literatura no século 19 A olhos vistos, uma iconografia de Machado de Assis, entre outros livros e artigos. Em 2012, foi professor visitante no Departamento de Espanhol e Português na Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA).

 

► Jiro Takahashi
Mestre em Linguística e Semiótica Literária pela Universidade São Paulo (USP), onde se graduou em Letras. Especializou-se nas áreas de Linguística, Semiótica e Literatura Brasileira Contemporânea. Atuou por mais de 40 anos como profissional de edição nas editoras Ática, Nova Fronteira, Estação Liberdade, Ediouro, Editora Prumo e Nova Aguilar. Foi membro do Conselho de Literatura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo em 1983 e 1984. É membro do Conselho Editorial das revistas Tradução & Comunicação. Desde 1976, é professor universitário, tendo lecionado na FMU, Unibero e FECAP. Atualmente é docente da Universidade Anhanguera/Kroton, Casa da Educação/Instituto Singularidades e Universidade do Livro/Unesp.

 

► José Luiz Chicani Tahan
Livreiro apaixonado, proprietário da Livraria Realejo, não abre mão de seu empreendedorismo fora de uma metrópole, busca coexistir com mercado digital e permanecer nutrindo o amor pelos livros impressos. Com o objetivo de conquistar novos leitores produz cursos livres e cursos para formação de escritores. Em parceria com o Sesc, vem desenvolvendo a produção e curadoria de eventos literários desde 2003. A Editora Realejo conta com mais de 50 títulos. Dois deles sendo finalistas do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Sempre na pesca de novos leitores, como gosta de brincar, idealizou o Festival Tarrafa Literária, que em 2015 terá sua 7ª edição e ainda traz no ano de 2015 o Prêmio Mindlin: em busca de novos leitores.

 

► Luiz Fernando Telles
Professor de Teoria Literária da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Possui bacharelado e licenciatura em Letras, mestrado e doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Desenvolveu pesquisa de Pós-Doutorado junto ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Universidade de São Paulo (USP) durante os anos de 2013 e 2014. Tem experiência de ensino e pesquisa nas áreas de Letras, atuando, principalmente, nos seguintes temas: teoria da literatura, teoria do romance, teoria da narrativa, narrativa contemporânea em literaturas de língua portuguesa.

 

► Maria da Aparecida Saldanha
Graduada em Ciências Sociais pela Escola de Sociologia Política de São Paulo (FESPSP), atua como vendedora na Livraria da Vila desde o ano de 1990. Trabalha com livros desde 1983 e atuou como jurada do Prêmio São Paulo em anos anteriores.

 

► Paula Valéria Andrade
Poeta, escritora e artista visual, atua como diretora de arte de cinema, TV e teatro e também leciona na pós-graduação de Direção de Arte em Cinema, TV e vídeo no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Publicou 17 livros sobre poesia, educação, arte-educação, oito antologias poéticas (nacionais e internacionais) e seis livros infantis. Trabalhou como cenógrafa, figurinista e diretora de arte no teatro, na TV e no cinema desde 1990. Fez parte da antologia digital de poesia Saciety of the living poets, editada em 2008. Recebeu prêmios em Portugal, Itália, EUA, e no Brasil, como o Jabuti e Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Em 2016, ganhou a menção honrosa por sua poesia na Federação de Academias de Literatura e Artes do Rio de Janeiro (FALARJ). Seu livro de poesia solo Iris digital foi publicado em 2005 pela editora Escritura.

 

► Regina Pires de Brito
Pós-doutorado pela Universidade do Minho (Braga-Portugal), doutora e mestre em Linguística pela Universidade de São Paulo (USP). É docente e coordenadora do Núcleo de Estudos Lusófonos do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie e vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Letras da UPM. Membro da Comissão para a Promoção do Conteúdo em Língua Portuguesa (CPCLP), da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa da Câmara Brasileira do Livro. Pesquisadora da Universidade de Lisboa e pesquisadora associada do Centro de Estudos das Literaturas de Língua Portuguesa da USP, membro do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Linguística de Timor-Leste, do Grupo de Historiografia Linguística do IP-PUC-SP e do GT de Historiografia da ANPOLL. Líder do Grupo de Pesquisa CNPq CILL- Cultura e Identidade Linguística na Lusofonia. Foi coordenadora de projetos de difusão linguística do português junto à Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) no Timor-Leste e coordenadora de Programas, Projetos e Eventos da Pós-Reitoria de Extensão da UPM.

 

► Vanessa Ferrari
É editora e mestre em crítica textual pela Universidade de São Paulo (USP). É professora no curso de pós-graduação para escritor do Instituto Vera Cruz e coordenadora do projeto Penguin-Companhia de clubes de leitura e remição de pena em doze unidades prisionais no Estado de São Paulo. Foi editora da Companhia das Letras de 2009 a 2015.

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Confira os nomes do Conselho Curador da décima edição

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo publicou no Diário Oficial neste sábado, 10 de junho, os nomes do Conselho Curador do Prêmio São Paulo de Literatura de 2017. Estes são os integrantes da décima edição do concurso: Antonio Carlos de Moraes Sartini, Lígia Fonseca Ferreira, Rogério Pereira, Samuel de Vasconcelos Titan Junior e Sandra Regina Ferro Espilotro.

A seleção das obras é coordenada por este Conselho Curador, que acompanha o concurso em todas as suas etapas e seleciona o Júri Inicial e o Júri Final. Os jurados são críticos literários, escritores, livreiros, bibliotecários, mediadores de leitura, professores universitários e profissionais atuantes na área literária. Esta composição é fundamental para contemplar todos os segmentos que se entrelaçam no processo produtivo do livro, desde a concepção da obra literária até o seu consumo e fruição pelo público leitor.

O Prêmio São Paulo de Literatura foi lançado em 2008, integrando uma série de projetos implementados pela Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O concurso seleciona anualmente os melhores livros de ficção, no gênero romance, escritos em língua portuguesa, originalmente editados e publicados no Brasil. São concedidos três prêmios: Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano, Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano – Autor Estreante para autores com até 40 anos e Prêmio São Paulo de Melhor Livro do Ano – Autor Estreante com mais de 40 anos.

Vale lembrar que o site oficial do Prêmio São Paulo de Literatura tem o histórico de curadores e jurados de todas as edições do concurso literário . Navegue um pouco mais e conheça a nossa história, acessando neste link. Confira também o anúncio no Diário Oficial e veja os currículos dos curadores de 2017.

 

► Antonio Carlos de Moraes Sartini
É advogado, formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, produtor e administrador cultural, curador e palestrante. Ocupou cargos nas secretarias da Cultura do Estado de São Paulo e do município de São Paulo. Foi curador da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo em 2012; membro do Conselho Curador do Prêmio Jabuti de Literatura nos entre 2013 e 2016; conselheiro da Fundação Caloustre Gulbenkian para a língua e cultura portuguesa desde 2013. É membro do Conselho Consultivo do Centro Cultural Brasil Turquia desde 2014 e do Conselho Consultivo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Em 2011, foi agraciado pelo Ministro da Cultura da República Francesa com a Ordem das Artes e das Letras no grau de Cavaleiro.

► Lígia Fonseca Ferreira
É docente na graduação e pós-graduação em Letras da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Possui doutorado pela Université de Paris 3 – Sorbonne, sobre vida e obra de Luiz Gama. No pós-doutorado, desenvolve pesquisa no campo da epistolografia franco-brasileira no Instituto de Estudos Brasileiros (IEB-USP), em particular as correspondências de Mário de Andrade, Arthur Ramos e Roger Bastide. É autora de Com a palavra Luiz Gama: Poemas, artigos, cartas, máximas (2011).

► Rogério Pereira
É jornalista, editor, cronista e escritor. Em 2000, fundou em Curitiba o jornal Rascunho, uma das raras publicações sobre literatura Brasil. Desde janeiro de 2011, é diretor da Biblioteca Pública do Paraná, onde coordena o Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura; o Sistema de Bibliotecas Públicas Municipais do Paraná e o Núcleo de Edições da Secretaria da Cultura. Tem contos publicados no Brasil, Alemanha, França e Finlândia. É autor do romance Na escuridão, amanhã (Cosac Naify), finalista do prêmio São Paulo de Literatura 2014, menção honrosa no Prêmio Casa de Las Américas (Cuba) e traduzido na Colômbia.

► Samuel de Vasconcelos Titan Junior
É professor de teoria literária e literatura comparada na Universidade de São Paulo (USP) e coordenador executivo cultural do Instituto Moreira Salles (IMS). Como tradutor, assinou versões para o português de autores como Gustave Flaubert, Prosper Mérimée, Erich Auerbach e Adolfo Bioy Casares, entre outros. Como editor, fundou e coordenou a coleção Prosa do mundo (Cosac Naify); atualmente, coordena a coleção Fábula (Editora 34).

► Sandra Regina Ferro Espilotro
É bacharel em Ciências Biológicas pelo Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), com mestrado pela mesma universidade. Foi editora executiva, gerente editorial e diretora da Globo Livros – Editora Globo, atuando nas áreas de fascículos, CD-ROM, livros ilustrados, guias de viagem, literatura, ensaios e vida prática. Tem atuação nas principais feiras de livros internacionais, como Frankfurt, Londres, Bolonha e Book Expo America, desde 1989. Foi diretora editorial para o mercado internacional na Ediouro Publicações/Nova Fronteira. Atualmente é consultora, coaching, editora da e-galáxia e ministra cursos sobre edição de livros, além de ser professora regular no curso MBA Book Publishing.

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A escritora Noemi Jaffe lança livro nos Estados Unidos

A finalista da nona edição do Prêmio São Paulo de Literatura, a escritora Noemi Jaffe vai lançar o livro O que os cegos estão sonhando? nos Estados Unidos. A obra, lançada no Brasil em 2012, remonta as histórias familiares durante a Segunda Guerra Mundial e tem como fio condutor um diário de uma sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz.

Veja a sinopse —->

Em abril de 1945, cerca de um ano após ser presa pelos nazistas e enviada como prisioneira para Auschwitz, Lili Jaffe (cujo nome de solteira era Lili Stern) foi salva pela Cruz Vermelha e levada à Suécia. Lá, ela anotou num diário os principais acontecimentos por que havia passado: a captura pelos alemães, o cotidiano no campo, as transferências para outros locais de trabalho, mas também a experiência da libertação, a saudade dos pais e a redescoberta da feminilidade.

Esse diário — hoje depositado no Museu do Holocausto em Jerusalém e que, traduzido diretamente do sérvio, tem aqui a sua primeira publicação mundial — foi o ponto de partida para este livro absolutamente incomum, escrito e organizado por Noemi Jaffe. Em O que os cegos estão sonhando?, há três gerações de mulheres da mesma família que se debruçam sobre o horror de Auschwitz, no impulso — tão imprescindível quanto vão — de, como observa Jeanne Marie Gagnebin, tecer um agasalho “contra a brutalidade do real”.

Noemi Jaffe é escritora, professora e crítica literária. Doutora em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo (USP), mantém o blog Quando nada está acontecendo e atua como crítica na Folha de S. Paulo. É jurada do Prêmio Oceanos, um dos mais importantes do país. Escreveu, entre outros, os livros A verdadeira história do alfabeto, vencedor do prêmio Brasília de Literatura de 2014 e Írisz: as orquídeas, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura no ano passado. O que os cegos estão sonhando? foi originalmente publicado no Brasil pela Editora 34 e editado nos Estados Unidos pela Deep Vellum.

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