Finalista em 2012, Bernardo Kucinski lança novo livro

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o escritor Bernardo Kucinski fala sobre sua nova obra, Os visitantes (Companhia das Letras), que lança luz sobre o regime ditatorial civil-militar que assombrou o país entre as décadas de 60 e 80. Para ele, a memória que a sociedade brasileira tem da ditadura militar é difusa porque “afetou um segmento específico da população. A grande maioria viveu o milagre econômico”.

O tema já tinha sido motivo de romance anterior, K. – Relato de uma busca (Expressão Popular, 2011), finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2012. A nova obra é uma continuação de K, e cada capítulo narra a visita de uma pessoa diferente que vai até o autor cobrar satisfações sobre o livro anterior.

Em K, o autor refletia sobre a ditadura, a culpa, o luto e sua irmã desaparecida, Ana Rosa Kucinski, professora da USP desaparecida em 1974, aos 32 anos. Em Os visitantes, o jornalista mostra as reações despertadas por K. “O desaparecimento tem um componente de maldade e crueldade. Você não enterra o corpo, não faz o luto, não dá por encerrado. Vai mudando a forma da dor, mas aquilo fica sempre”, afirma

Ao Estadão, Kucinski também fala de literatura e jornalismo, da atual situação política no Brasil e das memórias da família. Leia entrevista completa no blog Babel, da jornalista Maria Fernanda Rodrigues, e a reportagem no site do jornal.

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