Bate-papo com finalistas na Biblioteca de São Paulo

A Biblioteca de São Paulo (BSP) recebeu neste sábado, 8 de outubro, o segundo bate-papo com os finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2016. O Encontro com o Escritor foi mediado pela jornalista Adriana Couto e contou com a presença de Alex Sens, Marcelo Maluf, Noemi Jaffe, Santana Filho e Tomas Rosenfeld. Na BSP, o público pode conhecer as obras finalistas, trocar ideias sobre literatura e aprender sobre o processo criativo dos autores.

Alex Sens comentou que sua autora favorita é Virginia Woolf e que buscou em O frágil toque dos mutilados (Editora Autêntica) contar um drama familiar. Imaginou uma enóloga indo visitar um irmão que é ex-alcoólatra numa casa de praia. A história é a narração da convivência deles por 28 dias, sendo que cada capítulo é um dia. “Eu tive um grande alívio quando acabei de escrever. Mas sei que esse projeto é uma trilogia e vou ter que conviver com esses personagens por quase dez anos”, contou o escritor estreante.

Marcelo Maluf falou que seu livro A imensidão íntima dos carneiros (Editora Reformatório) é um ajuste de contas com o passado. Ele revisitou a história da família para contar sobre a sua descendência libanesa e um grande segredo do seu avô, que ele não conheceu pessoalmente. “Mas acima de tudo é um livro de ficção. Acho que a palavra sempre me tomou. Ela é meu universo”, disse.

Noemi Jaffe disse que queria uma jornada do personagem em busca de si mesma em Írisz: As orquídeas (Cia. das Letras). Encontrou então uma mulher húngara fugindo da revolução que aconteceu naquele país em 1956 e que veio para São Paulo para trabalhar no Jardim Botânico, cuidando de orquídeas. “Depois descobri que as orquídeas criam raízes no ar, assim como a protagonista, que não tem raízes em lugar nenhum. São coisas que não sabia quando comecei a escrever. Estou o tempo todo me confrontando com a minha ignorância”, disse.

Santana Filho afirmou que seu livro A casa das marionetes (Editora Reformatório) se passa no norte do Brasil e que o narrador, que hoje tem cerca de 70 anos, mora em Madri e vê uma reportagem na televisão sobre uma casa em que ele conheceu. Passa então a relembrar histórias da infância e da adolescência, com suas expressões, hábitos e comidas. “Tenho um grande carinho pela palavra. Escrevo para dar uma passagem para a emoção. Já me perguntaram o que querem os meus personagens. Acho que eles querem divertir o autor”.

Tomas Rosenfeld falou que seu Para não dizer que não falei de Flora (Editora 7 Letras) não era um livro no começo, mas buscou dar sentido e unidade aos textos e ensaios que escrevia. Seu romance de estreia conta a história de um casal de São Paulo que vai morar em Buenos Aires, engravida e a obra acompanha os 9 meses de gestação. “Tudo começou quando mudei de casa, fui morar sozinho no centro e tinha uma grande solidão. Passei a visitar a biblioteca Mário de Andrade e ler muito. Acho que inventei bastante da história, mais do que os personagens. No meu novo livro, o desafio é criar os personagens do zero”.

O último Encontro com o Escritor vai ser realizado no domingo, 9, na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), às 11 horas. A cerimônia de entrega do Prêmio São Paulo de Literatura será na BVL na segunda, 10, às 20 horas.

Para conhecer melhor os autores e os livros finalistas, acesse este link.

Leia Mais →
Compartilhar:

Raphael Montes é convidado do Segundas Intenções na BSP

O escritor Raphael Montes vai participar de um bate-papo no programa Segundas Intenções da Biblioteca de São Paulo (BSP) no dia 24 de setembro, às 11 horas. Na conversa, ele vai falar do universo da literatura policial e de suspense no mercado editorial brasileiro e de seus novos lançamentos. O autor foi finalista do Prêmio São Paulo em 2013 com o romance Suicidas, que impressionou crítica e público e recebeu elogios do célebre escritor norte-americano Scott Turow. O romance de estreia também foi finalista do Prêmio Benvirá de Literatura 2010 e do Prêmio Machado de Assis 2012.

Montes nasceu em 1990 no Rio de Janeiro. Seu segundo livro, Dias perfeitos, teve os direitos de tradução vendidos para 18 países e O vilarejo, obra de terror com ilustrações, recebeu comparações com Stephen King. Todos seus livros vão ser adaptados para o cinema. Raphael ainda assina uma coluna semanal no jornal O Globo e escreve roteiros para cinema e televisão, como a novela A regra do jogo e a série Supermax, ambas da Rede Globo, e a série Espinosa, do canal pago GNT.

Leia Mais →
Compartilhar: