Saiba quem são os integrantes do Júri Final de 2017

Saiba quem são os integrantes do Júri Final de 2017

A Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo publicou no dia 2 de agosto no Diário Oficial os nomes do Júri Final do Prêmio São Paulo de Literatura de 2017: Alcir Pécora, Cintia Alves, Flavio Cafiero, Leyla Perrone-Moisés e Livia Deorsola. Confira o anúncio no Diário Oficial e veja os currículos abaixo.

O Prêmio São Paulo de Literatura seleciona os melhores livros de ficção, escritos em língua portuguesa, originalmente editados e publicados no Brasil. Foi lançado em 2008 e integra uma série de projetos da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. Autores consagrados e escritores estreantes participam do concurso, que reúne o melhor da produção literária brasileira do gênero romance.

Os jurados são críticos literários, escritores, livreiros, bibliotecários, mediadores de leitura, professores universitários e profissionais atuantes na área literária. Esta composição é fundamental para contemplar todos os segmentos que se entrelaçam no processo produtivo do livro, desde a concepção da obra literária até o seu consumo e fruição pelo público leitor.

Esta importante diferenciação conceitual está presente na sua origem, conferindo ao prêmio uma peculiaridade em relação aos concursos similares, pois amplia e diversifica o olhar crítico para melhor avaliação do conteúdo dos romances inscritos a cada edição.

Vale lembrar que o site oficial tem o histórico de curadores e jurados de todas suas edições. Navegue um pouco e conheça a nossa história, acessando este link.

 

► Alcir Pécora

É professor de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro da Accademia Ambrosiana de Milão. Entre outras obras, escreveu Teatro do sacramento (1994), Máquina de gêneros (2001) e Rudimentos da vida coletiva (2002). É organizador de A arte de morrer (1994), Escritos históricos e políticos do Padre Vieira (1995), Sermões I e II (2000-2001); As excelências do governador (2002); Lembranças do presente (2006); Índice das coisas mais notáveis (2010); Por que ler Hilda Hilst (2010). Editou as obras reunidas de Hilda Hilst e de Roberto Piva e prepara a edição das obras teatrais completas de Plínio Marcos.

 

► Cintia Alves

Mestranda em Pedagogia do teatro pela Universidade de São Paulo (USP) e bacharel em direção teatral pela USP. Pedagoga, pós-graduada em Jogos cooperativos e pesquisadora de acessibilidade estética. Coordenadora do coletivo GRÃO e idealizadora dos Projetos de acessibilidade estética Coisolândia, FEIO e Cinema Acessível. Fundou e coordenou o Laboratório de dramaturgia do Teatro Safra (2014/2015). Jurada do Prêmio Jabuti na categoria Juvenil em 2013. Autora e diretora de teatro para crianças tendo em seu currículo premiações como: Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem 2016 (FEIO); APCA de Melhor espetáculo de Inclusão e Acessibilidade em 2016 (FEIO) e de Melhor Direção em 1995 (Pedro Paulo Pedregulho); Troféu Mambembe de Melhor Texto e Espetáculo em 1996 (Uma história que a manhã contou ao tempo para ganhar a rosa azul); Prêmio Coca-Cola de Melhor Texto em 1998 (Moby Dick) e Cultura Inglesa Festival em 2012 (Fora do bumbo – O musical). É autora do livro Poemas e outros bichos (2017).

 

► Flavio Cafiero

Nasceu no Rio de Janeiro em 1971 e mora em São Paulo desde 1994. Com formação publicitária, trocou a carreira de executivo pela de escritor aos 35 anos. Em 2013, venceu o Prêmio Off-Flip de Literatura na categoria conto e publicou seu primeiro texto na coletânea 336 horas, organizada por Noemi Jaffe. No mesmo ano, publicou o primeiro romance, O frio aqui fora, livro finalista dos prêmios Jabuti e São Paulo de Literatura. Em 2014, estreou como dramaturgo profissional com a peça Antes de mais nada, dirigida por Zé Henrique de Paula, e lançou mais dois livros: a antologia de contos Dez centímetros acima do chão, contemplada com os prêmios Jabuti e Cidade de Belo Horizonte e finalista do Prêmio Oceanos, e a novela O capricórnio se aproxima, exclusivamente em formato digital. Em 2016, foi contemplado com a bolsa Criar Lusofonia, concedida pelo Conselho Nacional de Cultura de Portugal, vivendo quatro meses em Lisboa para criação de um novo romance. Em 2017, retorna à dramaturgia no espetáculo O quarto estado da água, dirigida por Bia Szvat.

 

► Leyla Perrone-Moisés

É professora da Universidade de São Paulo (USP). Lecionou literatura francesa na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) de 1967 a 1972, na USP (de 1970 a 1988) e ainda orienta doutorados na USP. Ministrou cursos de teoria literária, de literatura francesa, portuguesa e brasileira em várias universidades estrangeiras: Université de Montréal, Yale University, Université de la Sorbonne (Paris III) e École Pratique des Hautes Études. Coordenou o Núcleo de Pesquisa Brasil-França, do Instituto de Estudos Avançados da USP de 1988 a 2010. Publicou numerosos livros, dentre os quais: O novo romance francês (1966); Falência da crítica. Um caso limite: Lautréamont (1973); Texto, crítica, escritura (1978-2005); Fernando Pessoa. Aquém do eu, além do outro (1982- 2001); Flores da escrivaninha (1990); Altas literaturas (1998); Vira e mexe, nacionalismo (2007); Com Roland Barthes (2013); Pessoa, le sujet éclaté (2013); Mutações da literatura no século XXI (2016). Em 2013, recebeu o Prêmio de Crítica Literária da Fundação Bunge pelo conjunto da obra.

 

► Livia Deorsola

É formada em jornalismo pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e em letras pela Universidade de São Paulo (USP), completando seus estudos em literatura espanhola na Universidade de Barcelona. Foi colaboradora da revista Entrelivros e iniciou a carreira de editora de livros na Cosac Naify. Trabalhou na Companhia das Letras, na edição de não ficção. Dedicada sobretudo à literatura hispano-americana, voltou a integrar o editorial da Cosac Naify, que encerrou suas atividades em dezembro de 2015. Dentre os autores que editou estão Antonio Tabucchi, Natalia Ginzburg, Alberto Moravia, Enrique Vila-Matas, Jorge Edwards, Alejandro Zambra, Rodrigo Fresán, Diego Vecchio, Selva Almada, Lina Meruane, Inés Bortagaray, Toine Heijmans e Virginia Woolf. Traduziu as obras Grinalda com amores, de Adolfo Bioy Casares (no prelo, 2017), Glaxo, de Hernán Ronsino (no prelo, 2017), e Pensar o cinema 1 – Imagem, ética e filosofia, organizada por Gerardo Yoel (2015), além de livros infantojuvenis.

Comentar

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados com *