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Divulgação dos finalistas 2014

Dia 20 de agosto


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Prêmio São Paulo de Literatura 2015

Nesta segunda-feira, 30 de novembro, foi anunciado o resultado final do Prêmio São Paulo de Literatura 2015. A premiação escolheu os melhores romances em língua portuguesa de todo o país, em evento realizado na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL). Estevão Azevedo ganhou na categoria Melhor Livro de Romance do Ano com “Tempo de Espalhar Pedras” (Cosas Naify). Micheliny Verunschk venceu com “Nossa Teresa - Vida e Morte de uma Santa Suicida” (Patuá) na categoria Melhor Livro de Romance do Ano - Autor Estreante com mais de 40 anos. Débora Ferraz faturou na categoria Melhor Livro de Romance do Ano - Autor Estreante com menos de 40 anos, com “Enquanto Deus Não Está Olhando” (Record).  

 

Vencedores da edição 2015 da esquerda para a direita: Micheliny Verunschk, Estevão Azevedo e Débora Ferraz.

 

 

Na categoria Estreantes, duas pernambucanas foram contempladas:

Micheliny Verunschk (+40), com Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida,

e Débora Ferraz (-40), com Enquanto Deus Não Está Olhando

 

Tempo de Espalhar Pedras (Cosac Naify), do potiguar Estevão Azevedo, foi eleito pelo júri do Prêmio São Paulo de Literatura o Melhor Livro do Ano, enquanto a pernambucana Micheliny Verunschk, com Nossa Teresa – Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá), foi contemplada na categoria Autor Estreante +40 e Débora Ferraz, também pernambucana, recebeu prêmio na categoria Autor Estreante -40, com o romance Enquanto Deus Não Está Olhando (Record). Realizado pelo Governo do Estado de São Paulo, o Prêmio anunciou seus vencedores na noite nesta segunda-feira (30 de novembro), durante cerimônia na Biblioteca Parque Villa-Lobos, em São Paulo.

Estevão receberá o prêmio de R$ 200 mil, enquanto as autoras estreantes levam R$ 100 mil cada. Esta contou com 215 obras inscritas e se destacou pelo alcance nacional: foram 21 finalistas de nove estados brasileiros – Pernambuco, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná e São Paulo. A presença feminina entre os finalistas também é recorde: 10 mulheres disputaram o prêmio, sendo duas na categoria Melhor Livro do Ano, seis na submodalidade Autor Estreante -40 e outras duas na submodalidade Autor Estreante +40.

O Prêmio São Paulo de Literatura tem como premissa incentivar a produção literária e a difusão da leitura, contribuindo para a formação de novos leitores. Também se destaca por reconhecer os grandes nomes da literatura brasileira contemporânea – as obras concorrentes são de ficção, no gênero romance, escritos originalmente em língua portuguesa, com primeira edição mundial no Brasil em 2014. Atualmente, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do país em valor de premiação individual: R$ 200 mil para o Melhor Livro do Ano e R$ 100 mil para cada autor estreante nas submodalidades +40 e -40.

 

Vencedores

Com Tempo de Espalhar Pedras (Cosac Naify), Estevão Azevedo recebeu o prêmio de Melhor Livro do Ano. Em 2009, o escritor, nascido em Natal/RN, foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura com seu primeiro romance, Nunca o Nome do Menino (Ed. Terceiro Nome). Para o júri, Azevedo se destacou entre os concorrentes pelo “amplo domínio da maestria narrativa e ficcional”, com um texto surpreendente, que se inscreve na melhor tradição do romantismo brasileiro e do realismo modernista nordestino.

Já em Nossa Teresa – Vida e Morte de Uma Santa Suicida (Patuá), Micheliny Verunschk marca sua estréia no gênero romance com obra que gira em torno de temas como suicídio, herança familiar, fé e crenças populares. Para o júri, o livro é um “romance desconfortável sobre a condição humana, com frases ora poéticas, ora prosaicas como um papo de bar”.

Também vencedora do Prêmio Sesc de Literatura 2014, Débora Ferraz escreveu em Enquanto Deus Não Está Olhando temas como perda e insegurança no ingresso à idade adulta. O livro narra, de forma não linear, a história de uma jovem em busca de seu pai, que fugiu do hospital. Para o júri, Débora é uma escritora talentosa, com voz própria e que domina a narrativa extensa e dramaticamente densa. O tema da obra foi avaliado como “universal e perfeitamente adaptado a uma realidade local e geracional da juventude no Nordeste brasileiro contemporâneo, mas que poderia ser em qualquer outro hemisfério ou país”.

 

Júri final

O Júri final do Prêmio São Paulo de Literatura, responsável pela definição dos três vencedores dentre os 21 finalistas, foi composto por cinco profissionais ligados ao segmento literário: Francisco Foot Hardman, historiador e professor do Departamento de Teoria Literária da Unicamp, Jiro Takahashi, professor das disciplinas Literatura, Leitura e Produção de Textos e Estilística do curso de Letras do Centro Universitário Ibero-Americano, Maria Fernanda de Carvalho Rodrigues, repórter e colunista de literatura do jornal O Estado de S. Paulo, Rogério Pereira, fundador do jornal Rascunho, de Curitiba, especializado em literatura, idealizador do Paiol Literário e diretor da Biblioteca Pública do Paraná, e Sylvia de Albernaz Machado do Carmo Guimarães, co-fundadora da ONG Vaga Lume, que promove intercâmbios culturais por meio de leitura, escrita e oralidade.

 

Sobre o Prêmio São Paulo de Literatura 2015

Criado em 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do País em valor individual e tem como principais objetivos incentivar a produção literária de qualidade, apoiar e valorizar novos autores e editoras independentes, além de incentivar a leitura.

 

Ao todo, 215 livros entraram na competição: 111 de autores veteranos e 104 de autores estreantes. Esta edição contou com um aumento de 40% nas inscrições em comparação ao ano passado, quando 153 livros disputaram o prêmio - 67 obras na categoria “Melhor Livro” e 86 obras de Autores Estreantes.

Desde que foi criado, o Prêmio teve participação de mais de 1.200 livros e premiou 16 romances, contribuindo de forma decisiva para dar visibilidade não só às obras vencedoras, mas também aos trabalhos finalistas.

 

Histórico - Vencedores do Prêmio São Paulo de Literatura

 

2014 Melhor Livro do Ano – Ana Luisa Escorel, Anel de Vidro

Melhor Livro do Ano – estreante com mais de 40 anos – Verônica Stigger, Opisanie Swiata

Melhor Livro do Ano – estreante com menos de 40 anos – Marcos Peres, O Evangelho Segundo Hitler

 

2013 Melhor Livro do Ano – Daniel Galera, Barba ensopada de sangue.

Melhor Livro do Ano – estreante com mais de 40 anos – Paula Fábrio, Desnorteio

Melhor Livro do Ano – estreante com menos de 40 anos – Jacques Fux, Antiterapias

 

2012 Melhor Livro do Ano – Bartolomeu Campos de Queirós, Vermelho amargo (in memoriam)

Melhor Livro do Ano - Autor estreante – Suzana Montoro, Os hungareses

 

2011 Melhor Livro do Ano– Rubens Figueiredo, Passageiro do fim do dia

Melhor Livro do Ano - Autor estreante – Marcelo Ferroni, com Método prático de guerrilha

 

2010 Melhor Livro do Ano – Raimundo Carrero, A minha alma é irmã de Deus

Melhor Livro do Ano - Autor estreante – Edney Silvestre, Se eu fechar os olhos agora

 

2009 Melhor Livro do Ano – Ronaldo Correia de Brito, Galiléia

Melhor Livro do Ano - Autor estreante – Altair Martins, A parede no escuro

 

2008 Melhor Livro do Ano – Cristóvão Tezza, O filho eterno

Melhor Livro do Ano - Autor estreante – Tatiana Salem Levy, A chave de casa

 

FINALISTAS

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO 2014

Alberto Mussa – A Primeira História do Mundo (Record)

Antônio Xerxenesky – F (Rocco)

Chico Buarque – O Irmão Alemão (Companhia das Letras)

Cristovão Tezza – O Professor (Record)

Estevão Azevedo – Tempo de Espalhar Pedras (Cosas Naify)

Evandro Affonso Ferreira – Os Piores Dias da Minha Vida Foram Todos (Record)

Heloisa Seixas – O Oitavo Selo (Cosac Naify)

João Anzanello Carrascoza – Caderno de um Ausente (Cosac Naify)

Silviano Santiago – Mil Rosas Roubadas (Companhia das Letras)

Socorro Acioli – A Cabeça do Santo (Companhia das Letras)

 

MELHOR LIVRO DO ANO DE ROMANCE – AUTOR ESTREANTE

+ 40 ANOS

Eliana Cardoso – Bonecas Russas - (Companhia das Letras)

Elisa Lucinda – Fernando Pessoa, o Cavaleiro de Nada (Record)

Heliete Vaitsman – O Cisne e o Aviador (Rocco)

Micheliny Verunschk – Nossa Teresa - Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá)

Míriam Leitão – Tempos Extremos (Intrínseca)

Rodrigo Garcia Lopes – O Trovador (Record)

Vanessa Maranha – Contagem Regressiva (Selo Off Flip)

 

ATÉ 40 ANOS

André Viana – O Doente (Cosac Naify)

Caio Yurgel – Samba sem Mim (Saraiva | Benvirá)

Débora Ferraz – Enquanto Deus Não Está Olhando (Record)

Mariana Portella - O Outro Lado da Sombra (Rocco)

 

 

Na manhã deste domingo, 29 de novembro, o Prêmio São Paulo de Literatura realizou o segundo bate-papo com os finalistas da edição de 2015. O encontro serve para os escritores contarem mais detalhes sobre os livros que concorrem ao prêmio e seus processos de escrita. O evento foi realizado na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL) com os autores Cristovão Tezza (O professor, Record), Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record), Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) e Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip).

 

Cristovão Tezza (O professor, Record) considera a obra finalista o seu romance mais completo. O livro conta a história de um professor que recebe um prêmio e relembra um apanhado de estórias, que se confundem com a História do Brasil. “No fundo escrever ficção é criar uma hipótese existencial que explique a vida, porque as nossas vidas são cacos de informação desconexa”.

 

Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record) falou sobre seu livro, que narra a história de uma filha em busca de um pai desaparecido. “Queria uma história de trânsitos e também da relação entre pai e filha. O momento mais delicado foi quando meu pai morreu. Tive que abandonar o livro para não misturar as coisas. O Enquanto Deus… é um instante, em que alguma coisa parece que vai mudar, mas não muda”.

 

Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) disse que seu livro é uma autobiografia ficcional sobre o poeta português, que busca recontar a sua história por meio da leitura atenta de sua obra. “Esse Fernando Pessoa nem eu conhecia. O meu Pessoa se encontra no desvão entre a literatura e a vida dele. Aos pouco os poemas foram achando o seu lugar. E hoje vejo que a obra dele é um diário”.

 

Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip) disse que o livro é um romance de contista, com capítulos curtos. Narra a história de um homem que ao final da vida se interna em uma clínica psiquiátrica e prefere a agonia dos loucos à placidez de um asilo. “Quis falar da velhice depois de completar os 40 anos. A minha grande dificuldade foi sair deste universo. Despedi-me do personagem chorando”. 

 

Neste sábado, 28 de novembro, o Prêmio São Paulo de Literatura realizou um encontro com seis finalistas da edição de 2015. A programação cultural tem objetivo de abrir um canal de divulgação com o público para falar das obras, de literatura e das referências literárias dos autores. O evento foi realizado na Biblioteca de São Paulo (BSP) com os autores Antônio Xerxenesky, Estevão Azevedo, Evandro Affonso Ferreira, João Anzanello Carrascoza, Heliete Vaitsman e Míriam Leitão.

 

Antônio Xerxenesky (F, Rocco) falou que seu livro conta a história de uma brasileira que é treinada em Cuba, torna-se uma assassina de aluguel e recebe a missão de matar Orson Welles. “Quis buscar pontos de contato entre a ética e a estética. E uma pergunta: até que ponto uma experiência humanística pode mudar uma pessoa?”.

 

Estevão Azevedo (Tempo de espalhar pedras, Cosac Naify) disse que quis se distanciar da obra anterior, que era totalmente urbana. “Por isso o livro é ambientado numa mina de diamantes num lugar e tempo desconhecido. Acho que nenhuma história se esgota e muitos falaram que tive coragem de lançar uma obra regionalista”, disse.

 

Evandro Affonso Ferreira (Os piores dias da minha vida foram todos, Record) falou que seu livro flerta com o erudito, que é resultado de muita pesquisa, e que sua obra sempre tangecia a morte. “Escrevi sobre uma doente terminal, fechei uma trilogia do desespero e me apropriei da personagem Antígona, de Sófocles”.

 

João Anzanello Carrascoza (Caderno de um ausente, Cosac Naify) afirma que a publicação é uma celebração da vida e conta a história de um pai que deixa um relato para a filha. “Eu aspiro poesia e boa parte da minha obra é como contista. Este segundo romance, quis fazê-lo contido e potente. E essa experiência me elevou mais do que como escritor, mas principalmente como sujeito”.

 

Heliete Vaitsman (O cisne e o aviador, Rocco) contou que a obra partiu da pesquisa de um fato real: a história do aviador da Letônia Herbert Curkus, responsável pelo assassinato de judeus na Segunda Guerra Mundial. Após o conflito, ele se refugiou no Brasil, em cidades como o Rio de Janeiro, Santos e São Paulo. “A partir desse fato desenvolvi um romance que mescla história e literatura. O tema é duro, mas as personagens viajam na mente“

 

Míriam Leitão (Tempos extremos, Intrínseca) comentou que teve muito medo de lançar o livro, mas que sempre teve muito interesse por dois momentos no Brasil: a escravidão e a ditadura militar. “Quis buscar os dramas privados da tragédia pública. A pergunta inicial é: que decisões a gente toma em tempos extremos?”.

 

No domingo, 29, o bate-papo será na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), às 11 horas. Os autores na mesa de debates serão: Cristovão Tezza (O professor, Record), Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record), Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) e Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip).


 

Cerimônia vai ser realizada no dia 30 de novembro, às 20 horas, na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL). Estão na disputa autores de dez estados: Rio de Janeiro (6), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1), São Paulo (2), Paraná (1), Pernambuco (2), Espírito Santo (1), Minas Gerais (4), Rio Grande do Norte (1) e Ceará (1).

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Confira os finalistas neste link.

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Com valor total de R$ 400 mil em gratificação, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do País em valor individual e tem como principais objetivos incentivar a produção literária de qualidade, apoiar e valorizar novos autores e editoras independentes, além de incentivar a leitura.
 

 

 

O Prêmio São Paulo de Literatura 2015 vai realizar encontros com 11 dos 21 autores finalistas. A programação cultural vai ser realizada nos dias 28 e 29 de novembro e serve para os escritores falarem sobre as obras selecionadas, as influências literárias e o cenário editorial do país. Os eventos acontecem na Biblioteca de São Paulo (BSP) e na Biblioteca Parque Villa-Lobos (BVL), ambos equipamentos da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e geridos pela SP Leituras.

No dia 28 de novembro será realizado o primeiro bate-papo na BSP, das 15 às 17 horas, com os autores: Antônio Xerxenesky (F, Rocco), Estevão Azevedo (Tempo de espalhar pedras, Cosac Naify), Evandro Affonso Ferreira (Os piores dias da minha vida foram todos, Record), João Anzanello Carrascoza (Caderno de um ausente, Cosac Naify), Heliete Vaitsman (O cisne e o aviador, Rocco) e Míriam Leitão (Tempos extremos, Intrínseca).

No dia 29 o horário é das 11 às 13 horas e o bate-papo será na BVL com: Alberto Mussa (A primeira história do mundo, Record), Cristovão Tezza (O professor, Record), Débora Ferraz (Enquanto Deus não está olhando, Record), Elisa Lucinda (Fernando Pessoa, o cavaleiro de nada, Record) e Vanessa Maranha (Contagem regressiva, Selo Off Flip).

Nos dois encontros a mediação é da apresentadora do programa Metrópolis, da TV Cultura, Adriana Couto. Confira informações sobre os autores neste link.

 

21 finalistas foram escolhidos entre 215 livros inscritos; a premiação, destinada a romances publicados em 2014, oferece no total R$ 400 mil aos vencedores

 

O Prêmio São Paulo de Literatura, promovido pelo Governo do Estado de São Paulo, divulga os 21 finalistas de sua oitava edição. São 10 obras concorrendo ao prêmio de R$ 200 mil, na categoria Melhor Livro de Romance do Ano; sete disputarão R$ 100 mil, na categoria Melhor Livro de Romance do Ano - Autor Estreante com mais de 40 anos; e quatro estão concorrendo a $ 100 mil, na categoria Melhor Livro de Romance do Ano - Autor Estreante com menos de 40 anos. Todos os livros foram publicados pela primeira vez em 2014 com primeira edição em língua portuguesa.

 

Estão na disputa autores de dez estados: Rio de Janeiro (6), Rio Grande do Sul (2), Santa Catarina (1), São Paulo (2), Paraná (1), Pernambuco (2), Espírito Santo (1), Minas Gerais (4), Rio Grande do Norte (1) e Ceará (1).

 

Com valor total de R$ 400 mil em gratificação, o Prêmio São Paulo de Literatura é o maior do País em valor individual e tem como principais objetivos incentivar a produção literária de qualidade, apoiar e valorizar novos autores e editoras independentes, além de incentivar a leitura.

 

Além disso, todos os livros finalistas ficam à disposição para empréstimo na Biblioteca de São Paulo, localizada no Parque da Juventude e Biblioteca Parque Villa-Lobos. O SISEB (Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas), gerido pela Secretaria da Cultura do Estado, estimulará as bibliotecas municipais e comunitárias integrantes do sistema em todo o estado, a ter os livros em seus acervos e divulgá-los à comunidade.

 

FINALISTAS

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO 2014

Alberto Mussa – A Primeira História do Mundo (Record)

Antônio Xerxenesky – F (Rocco)

Chico Buarque – O Irmão Alemão (Companhia das Letras)

Cristovão Tezza – O Professor (Record)

Estevão Azevedo – Tempo de Espalhar Pedras (Cosas Naify)

Evandro Affonso Ferreira – Os Piores Dias da Minha Vida Foram Todos (Record)

Heloisa Seixas – O Oitavo Selo (Cosac Naify)

João Anzanello Carrascoza – Caderno de um Ausente (Cosac Naify)

Silviano Santiago – Mil Rosas Roubadas (Companhia das Letras)

Socorro Acioli – A Cabeça do Santo (Companhia das Letras)

                       

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO - AUTOR ESTREANTE COM MAIS DE 40 ANOS

 

Eliana Cardoso – Bonecas Russas - (Companhia das Letras)

Elisa Lucinda – Fernando Pessoa, O Cavaleiro de Nada (Record)

Heliete Vaitsman – O Cisne e o Aviador (Rocco)

Micheliny Verunschk – Nossa Teresa - Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá)

Míriam Leitão – Tempos Extremos (Intrínseca)

Rodrigo Garcia Lopes – O Trovador (Record)

Vanessa Maranha – Contagem Regressiva (Selo Off Flip)

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO - AUTOR ESTREANTE COM MENOS DE 40 ANOS.

André Viana – O Doente (Cosac Naify)

Caio Yurgel – Samba Sem Mim (Saraiva | Benvirá)

Débora Ferraz – Enquanto Deus Não Está Olhando (Record)

Mariana Portella - O Outro Lado da Sombra (Rocco)

 

Ao todo, 215 livros entraram na competição: 111 de autores veteranos e 104 de autores estreantes. Esta edição contou com um aumento de 40% nas inscrições em comparação ao ano passado, quando 153 livros disputaram o prêmio - 67 obras na categoria “Melhor Livro” e 86 obras de Autores Estreantes.

 

A ênfase no romance é uma característica do Prêmio São Paulo de Literatura desde sua criação, em 2008, inspirado no britânico Man Booker Prize. Atualmente, ele é executado em parceria com a organização social SP Leituras.

 

 Júri inicial e Curadoria

Como nos anos anteriores, o júri inicial foi composto por 10 profissionais ligados à área do livro e da leitura, incluindo livreiros, editores, escritores, acadêmicos e críticos. Os jurados foram: Gênese Andrade da Silva, Jorge Mattos Brito de Almeida, José Luiz Chicani Tahan, Maria da Aparecida Saldanha, Maria Rita Sigaud Soares Palmeira, Michel Laub, Mirhiane Mendes de Abreu, Regina dos Anjos Fazioli, Ricardo de Medeiros Ramos Filho e Sandra Regina Ferro Espilotro.

 

Já os curadores do Prêmio têm, dentre outras, a responsabilidade de compor os o corpo de jurados (inicial e final) e avaliar se os livros inscritos atendiam ao regulamento do concurso. Os curadores desta edição do Prêmio são Lígia Fonseca Ferreira, Marcia Elisa Garcia de Grandi, José Castilho Marques Neto, Pierre André Ruprecht e Samuel de Vasconcelos Titan Junior.

 

O júri final, que escolherá os três vencedores, será formado por cinco profissionais do meio literário a serem escolhidos pela organização do Prêmio.

 

Sobre o Prêmio São Paulo de Literatura

Criado em 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo, o Prêmio São Paulo de Literatura é uma forma de valorizar a produção literária, estimular novos autores e incentivar a leitura. Hoje, está entre os prêmios literários de maior visibilidade no País e vem ajudando a divulgar obras e autores que acabam por se tornar destaques no cenário nacional.

 

Desde que foi criado, o Prêmio teve participação de mais de 1.200 livros e premiou 16 romances, contribuindo de forma decisiva para dar visibilidade não só às obras vencedoras, mas também aos trabalhos finalistas. Ele é realizado em parceria com a organização social de cultura SP Leituras.

 

Edições anteriores

Na edição 2014 do Prêmio, venceram Ana Luisa Escorel, com "Anel de Vidro" (Melhor Livro do Ano), Verônica Stigger, autora de "Opisanie Swiata" (Autor Estreante +40) e Marcos Peres, com "O Evangelho Segundo Hitler" (Autor Estreante -40). Grandes nomes da literatura nacional já venceram outras edições do Prêmio, tais como Cristóvão Tezza (O Filho Eterno), Ronaldo Correia de Brito (Galiéia), Raimundo Carrero (Minha Alma é Irmã de Deus), Tatiana Salem Levy (A Chave de Casa), Rubens Figueiredo (Passageiro do Fim do Dia), Daniel Galera (Barba Ensopada de Sangue) e Bartolomeu Campos de Queirós in memoriam (Vermelho Amargo).

 

 Veja a biografia dos escritores finalistas:

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO 2014

Alberto Mussa – A Primeira História do Mundo (Record)

Alberto Mussa nasceu no Rio de Janeiro em 1961. Sua ficção abarca o conto e o romance, com destaque para o "Compêndio mítico do Rio de Janeiro", série de cinco novelas policiais, uma para cada século da história carioca. Recriou a mitologia dos antigos tupinambás; traduziu a poesia árabe pré-islâmica; escreveu, com Luiz Antônio Simas, uma história do samba de enredo; e organizou, com Stéphane Chao, o "Atlas universal do conto". Ganhou os prêmios Casa de Las Américas e o da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) por “O Enigma de Qaf(Record). Em 2006, venceu novamente o APCA e ganhou o Prêmio Machado de Assis, da Biblioteca Nacional, por “O movimento pendular” (Record). Em 2011, venceu o Prêmio Machado de Assis por “O senhor do lado esquerdo” (Record). Suas obras estão publicadas em 17 países e 14 idiomas.

 

Antônio Xerxenesky – F (Rocco)

Antônio Xerxenesky é escritor e tradutor brasileiro nascido em 1984, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Teve textos publicados em diversos jornais e revistas, como The New York Times, Newsweek, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo. Alguns de seus contos foram traduzidos para o inglês, espanhol e alemão. Em 2012, foi eleito pela revista inglesa Granta, com publicação no Brasil, como um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. "F" é o segundo romance do escritor gaúcho, que atualmente vive em São Paulo.

 

Chico Buarque – O Irmão Alemão (Companhia das Letras)

Chico Buarque é músico, dramaturgo e escritor nascido em 1944 no Rio de Janeiro. É conhecido por ser um dos maiores nomes da música popular brasileira, tendo lançado cerca de oitenta discos. Na carreira literária, foi vencedor de três Prêmios Jabuti: o de melhor romance com “Estorvo” (Companhia das Letras, 1991) e o de livro do ano, tanto pelo livro “Budapeste” (Companhia das Letras, 2003), como por “Leite Derramado” (Companhia das Letras, 2009).

 

Cristovão Tezza – O Professor (Record)

Cristovão Tezza nasceu em Lages, Santa Catarina, em 1952, e vive em Curitiba desde a infância. É autor de uma dezena de livros desde “Trapo” (Editora Brasiliense, 1988). Entre os destaques, pode-se citar os premiados “O Fotógrafo” (Rocco, 2004), que ganhou o Prêmio Academia Brasileira de Letras em 2005 e “O Filho Eterno” (Record, 2007), que ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura 2008, o Prêmio Jabuti 2008, e Prêmio Portugal Telecom 2008. Em 2012, lançou “O Espírito da Prosa” (Record), autobiografia literária.

 

Estevão Azevedo – Tempo de Espalhar Pedras (Cosac Naify)

Estevão Azevedo nasceu em Natal, Rio Grande do Norte, e atualmente vive na cidade de São Paulo. Formado em jornalismo e letras, é editor e escritor. Publicou os livros de contos, “O Terceiro Dia” (2004) e “O som do nada acontecendo” (2005), pelo coletivo Edições K. Seu primeiro romanceNunca o Nome do Menino” (Terceiro Nome, 2008) foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura em 2009. Tem contos publicados em revistas e na antologia de escritores brasileiros "Popcorn unterm Zuckerhut - Junge brasilianische Literatur", lançada em 2013 na Alemanha. “Tempo de Espalhar Pedras” é sua obra mais recente.

 

Evandro Affonso Ferreira – Os Piores Dias da Minha Vida Foram Todos (Record)

Evandro Affonso Ferreira nasceu em Araxá, Minas Gerais, em 1945 e vive há mais de 40 anos em São Paulo. Fundou os sebos Sagarana e Avalovara, antes de surgir na literatura com o livro de minicontos “Grogotó!” (Topbooks, 2000). Nos anos seguintes publicou os romances “Araã!” (Hedra, 2002) e “Erefuê” (Editora 34, 2004), “Zaratempô!” (Editora 34, 2005) e “Catrâmbias!” (Editora 34, 2006). Em 2006, participou da coletânea “Lembranças do Presente – o conto contemporâneo“ (Cotovia, Lisboa). Em 2010, pela editora Record, publicou “Minha Mãe se Matou Sem Dizer Adeus“, que foi eleito o melhor romance do ano pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA). Em 2013, ganhou o prêmio Jabuti, com o romance “O Mendigo que Sabia de Cor os Adágios de Erasmo de Rotterdam“ (Record, 2012).

 

Heloisa Seixas – O Oitavo Selo (Cosac Naify)

Heloisa Seixas nasceu em 1952 no Rio de Janeiro e formou-se em jornalismo em 1974 pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Trabalhou como jornalista e tradutora durante muitos anos, antes de se dedicar à literatura. Seu primeiro livro de contos, “Pente de Vênus – E novas histórias do amor assombrado“ (Sulina,1995), foi finalista do Prêmio Jabuti. Foi outras duas vezes finalista do Jabuti, com os romances “A porta“ (Record, 1996) e “Pérolas absolutas“ (Record, 2003). Sua produção trafega pela crônica, literatura juvenil e infantil e, nos últimos anos, peças de teatro. É autora de um livro sobre o mal de Alzheimer, “O Lugar Escuro“ (Objetiva, 2007). Sua obra mais recente é “O Oitavo Selo”, uma mistura de ficção e realidade que foi editado em 2014 pela Cosac Naify.

 

João Anzanello Carrascoza – Caderno de Um Ausente (Cosac Naify)

João Anzanello Carrascoza nasceu em Cravinhos, em São Paulo, em 1962. É escritor e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Estreou com o livro de contos “Hotel solidão“ (Scritta, 1994). Publicou outros contos como “Dias raros“ (Planeta, 2004), “O Volume do Silêncio“ (Cosac Naify, 2006), “Espinhos e Alfinetes“ (Record, 2010), “Amores Mínimos“ (Record, 2011) e “Aquela Água Toda“ (Cosac Naify, 2012). Tem obras voltadas para o público infantojuvenil, como "Aprendiz de inventor" (Ática, 2013) e “Meu avô Espanhol“ (Panda Books, 2008). Algumas de suas histórias foram traduzidas para croata, espanhol, francês, italiano, inglês e sueco. Recebeu os prêmios Jabuti, Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA), Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e o prêmio internacional Guimarães Rosa, da Rádio France.

 

Silviano Santiago – Mil Rosas Roubadas (Companhia das Letras)

Silviano Santiago nasceu em Formiga, Minas Gerais, em 1936, e mora atualmente no Rio de Janeiro. É escritor, crítico literário e professor emérito da Universidade Federal Fluminense (UFF). Entre suas obras de ficção destacam-se “Em liberdade“ (1981), que ganhou o prêmio Jabuti de romance, “Stella Manhattan“ (1985), e “Heranças“ (2008), que ganhou o prêmio Academia Brasileira de Letras de melhor romance. Recebeu o prêmio para conjunto de obra, concedido pelo Governo do Estado de Minas Gerais, o prêmio Machado de Assis, outorgado pela Academia Brasileira de Letras, e, em 2014, o prestigioso prêmio ibero-americano de literatura José Donoso, concedido pelo Chile.

 

Socorro Acioli – A Cabeça do Santo (Companhia das Letras)

Socorro Acioli nasceu em Fortaleza, em 1975. É jornalista, mestre e doutora em estudos de literatura pela Universidade Federal Fluminense (UFF), no Rio de Janeiro. Foi bolsista da Biblioteca Internacional da Juventude de Munique e aluna de Gabriel García Márquez, na oficina Como contar um conto, em Cuba. Escreveu diversos livros, como “Ela Tem Olhos de Céu“ (Editora Gaivota, 2012), que recebeu o Prêmio Jabuti de literatura infantil em 2013.

 

MELHOR LIVRO DE ROMANCE DO ANO - AUTOR ESTREANTE COM MAIS DE 40 ANOS

Eliana Cardoso – Bonecas Russas (Companhia das Letras)

Eliana Cardoso nasceu em Belo Horizonte e se formou em economia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Concluiu o mestrado na Universidade de Brasília (UNB) e o doutorado em Economia no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Trabalhou para o Banco Mundial na China, Índia e Paquistão. Foi professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Publicou mais de quarenta trabalhos em revistas acadêmicas e é autora de diversos livros sobre economia. Estreou na ficção em 2014 com a novela “Bonecas Russas“. Atualmente é colunista do jornal Valor Econômico e mora em São Paulo.

 

Elisa Lucinda  - Fernando Pessoa, O Cavaleiro de Nada (Record)

Elisa Lucinda nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 1958. É poeta, jornalista, professora, atriz e cantora. Tornou-se conhecida do grande público por seu trabalho no teatro, televisão e cinema. Em 2009 ganhou o prêmio Mulher Cidadã – Bertha Lutz, concedido pelo Senado Federal. Tem onze livros publicados, entre eles “O Semelhante“ (Record, 1995), “Eu Te Amo e Suas Estreias“ (Record, 1999) e “A Fúria da Beleza“ (Record, 2006). “A Menina Transparente“ (Salamandra, 2000) recebeu a nota Altamente Recomendável, da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). É fundadora da Casa Poema, espaço no Rio de Janeiro que ensina poemas e poesias.

 

Heliete Vaitsman – O Cisne e o Aviador (Rocco)

Heliete Vaitsman é jornalista, tradutora e sócia de uma agência literária. Graduada em Comunicação Social e Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-graduada em Tradução pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro e Georgetown University. Foi colunista e redatora do jornal carioca O Globo, repórter do Jornal do Brasil e trabalhou no Banco Mundial em Washington. O romance histórico “O Cisne e o Aviador“ é sua estreia na literatura.

 

Micheliny Verunschk – Nossa Teresa - Vida e Morte de uma Santa Suicida (Patuá)

Micheliny Verunschk nasceu em Recife, Pernambuco, em 1972. Estreia no gênero romance com “Nossa Teresa Vida e Morte de uma Santa Suicida“, projeto que contou com patrocínio da Petrobras Cultural. Também é autora dos livros “Geografia Íntima do Deserto“ (Landy, 2003), "O Observador e o Nada" (Edições Bagaço, 2003) e “A cartografia da Noite“ (Lumme Editor, 2010). Foi finalista, em 2004, ao prêmio Portugal Telecom com “Geografia Íntima do Deserto“. É doutoranda em Comunicação e Semiótica e mestre em Literatura e Crítica Literária, ambos pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

 

Míriam Leitão – Tempos Extremos (Intrínseca)

Míriam Leitão nasceu em Caratinga, Minas Gerais, em 1953. É jornalista e atua em televisão, rádio, jornal e mídia digital. Formada na Universidade de Brasília (UNB), é autora do romance “Tempos Extremos“ (Intrínseca, 2014) e de três obras infantis. Em quarenta anos de profissão, recebeu o prêmio Maria Moors Cabot, da Universidade Columbia, de Nova York. Ganhou o Jabuti de livro do ano de não ficção e livro-reportagem em 2012 por “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda“ (Record, 2011). Em 2015, lançou “História do futuro: o horizonte do Brasil no século XXI“, editado pela Intrínseca.

 

Rodrigo Garcia Lopes – O Trovador (Record)

Rodrigo Garcia Lopes nasceu em Londrina, Paraná, em 1965. É poeta, compositor, jornalista e tradutor de autores como Walt Whitman, Sylvia Plath e Arthur Rimbaud. Deu aulas de literatura brasileira, anglo-americana e teoria literária na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Fundação Universidade de Rio Grande (FURG). É autor de diversos livros de poemas, entre eles “Estúdio realidade“ (Editora 7 Letras, 2013), finalista do Prêmio Portugal Telecom em 2014. Foi finalista do Prêmio Jabuti em 2005, na categoria melhor livro de poesia, com “Nômada“ (Lamparina, 2004) e, no ano seguinte, na categoria melhor tradução, com “Folhas de Relva“, de Walt Whitman.

 

Vanessa Maranha – Contagem Regressiva (Selo Off Flip)

Vanessa Maranha nasceu em São Caetano do Sul em 1972, vive em Franca, é jornalista e psicóloga e participou de três antologias locais de contos. Publicou o livro “Cadernos Vermelhos“ (Fragmentos, 2003) e foi finalista no Prêmio Guimarães Rosa, da Rádio France, em 2001. Foi classificada em primeiro lugar no concurso de contos Realismo Fantástico Locos de Atar, na Argentina, em 1999. Em julho de 2004, venceu concurso de contos da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), em Minas Gerais. Em 2005, teve um texto publicado no livro “+30 mulheres que fazem a nova literatura brasileira“, organizado por Luiz Ruffato e editado pela Record.

 

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André Viana – O Doente (Cosac Naify)

André Viana nasceu em 1974, no Rio de Janeiro, mas viveu a infância e a adolescência em Aracaju, Sergipe. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), trabalhou nas revistas Playboy e Veja, no suplemento cultural do jornal Gazeta Mercantil e na editora Trip. Hoje, além de tradutor, dirige uma pequena editora especializada em histórias de família. ”O Doente” é seu primeiro romance, publicado em 2014.

 

Caio Yurgel – Samba Sem Mim (Saraiva | Benvirá)

Caio Yurgel nasceu no Rio Grande do Sul e, atualmente, vive e trabalha em Berlim. Foi vencedor do Prêmio OFF Flip de Literatura na categoria contos (2010), do III Concurso Mário Pedrosa de Ensaios Sobre Arte e Culturas Contemporâneas (2010) e do IV Prêmio Nacional Ideal Clube de Literatura (2012). É autor de “A estética do espetáculo: Cinco teses em Walter Benjamin, pela NEA Edições.

 

Débora Ferraz – Enquanto Deus Não Está Olhando (Record)

Débora Laís Ferraz dos Santos nasceu em 1987, em Serra Talhada, Pernambuco. Mudou-se em 2001 para João Pessoa, onde formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Escreveu seu primeiro livro, “Os anjos, em 2003. O conto “O Filhote de Terremotofoi finalista do Prêmio SESC de Contos Machado de Assis de 2012, e adaptado para o cinema no curta-metragem “Catástrofe” (2012). A escritora venceu o Prêmio Sesc de Literatura de 2014 na categoria romance com “Enquanto Deus não está olhando.

 

Mariana Portella - O Outro Lado da Sombra (Rocco)

Mariana Portella nasceu no Rio de Janeiro e é formada em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com doutorado e mestrado em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desde muito cedo convive com livros e literatura. É filha do acadêmico e imortal Eduardo Portella e tem como autores favoritos nomes como Clarice Lispector, Ítalo Calvino, Jean-Paul Sartre, Nélida Piñon, Lygia Fagundes Telles e Robert Walser. “O Outro Lado da Sombra é o romance de estreia da autora.


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